Valmont – Uma História de Seduções

Se adaptar para o cinema a obra de Choderlos de Laclos, Les Liaissons Dangereuses, parecia obra quase impossível (dado o conteúdo epistolar do livro) – Stephen Frears provou com todas as letras que não só era possível como também bastante rentável: o filme Ligações Perigosas, lançado em 1988, arrebatou diversas indicações ao Oscar e acumulou uma notável bilheteria pelos quatro cantos do mundo. Mas parte do público (especialmente aquele mais jovem) levantou uma questão intrigante: como um livro essencialmente sensual e voluptuoso podia ser adaptado de maneira tão acadêmica – excluindo deliberadamente o sexo do plano central?
Milos Forman parecia ter a resposta. Quando lançou Valmont – Uma História de Seduções, em 1989, queria atender os anseios desta fatia de público. Optando por um elenco bastante jovem e sensual (trocando Glenn Close e John Malcovich por Annete Bening e Colin Firth), o diretor tcheco explorou com extrema sabedoria seu novo recurso. Se a história acompanha fielmente o roteiro de Ligações Perigosas (diferindo em poucas passagens, especialmente no que diz respeito à personagem Cecile de Volanges, que ganha aqui um tratamento especial), é absolutamente diferente quanto ao ritmo. Forman faz da juventude de seus atores um ponto alto para criar uma narrativa mais fática e agilizada que àquela requintada e lenta do filme de Frears. Por outro lado, o talento de Annete Bening e Colin Firth (que viviam o auge de seus 30 anos) deixa a desejar quando comparado ao de seus precursores. Outra que apresenta um desempenho ruim (e ainda pior, que chega ao desastre), é Megg Tilly, num papel antes dado à ótima Michelle Pfeiffer. Já em termos visuais, o filme nada perde em relação ao antecessor – já que o luxo e o cuidado prestados à direção de arte e figurinos levaram os mesmos a serem lembrados na festa do Oscar daquele ano.
A direção de Forman consegue segurar o interesse do espectador – auxiliado, claro, pelo roteiro, que trata de nobres ociosos dispostos à tudo para arruinar a reputação de antigas desavenças. O filme também fala (ainda que muito superficialmente) do amor de Firth e Tilly, que acaba transformando Valmont numa película curiosa, que desfila entre a sentimentos sólidos como o amor e efêmeros, como os desejos sexuais. É praticamente impossível evitar comparações entre este e Ligações Perigosas, mas se isto for feito de fato (observando com cuidado cada plano), a produção de Milos Forman perde em quase todos os quesitos.
NOTA: 6,0 ![]()
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Desenhos Animados: Canções Imortais
A BELA E A FERA - Beauty and Beast
Tale as old as time / True as it can be /Barely even friends, then somebody bends unexpectedly /Just a little change / Small, to say the least / Both a little scared, neither one prepared / Beauty and the Beast/ Ever just the same! Ever a surprise! / Ever as before. Ever just as sure as the sun will rise / Tale as old as time. Tune as old as song / Bittersweet and strange, finding you can change, learning you were wrong /Certain as the sun rising in the East / Tale as old as time, song as old as rhyme / Beauty and the Beast. / Tale as old as time, song as old as rhyme. Beauty and the Beast.
A BELA ADORMECIDA - Once Upon a Dream
I know you! / I walked with you once upon a dream /I know you / The gleam in your eyes is so familiar a gleam /Yet, I know it as true that visions are seldom all they seem /But If I know you, I know what you’ll do / You’ll love me at once / The way you did once upon a dream.
MULAN - Reflections
Look at me /I will never pass for a perfect bride / Or a perfect daughter /can it be /I’m not meant to play this part? /Now I see /That if I were truly / To be myself /I would break my fam’ly’s heart / Who is that girl I see / Staring straight /Back at me? /Why is my reflection someone /I don’t know? / Somehow I cannot hide /Who I am / Though I’ve tried /When will my reflection show /Who I am inside? / When will my reflection show / Who I am inside?
Saudades de Michael Jackson

Após a triste, mas nem tão inesperada morte da musa Farrah Fawcett, o mundo acordou com uma notícia avassaladora (e absolutamente surpreendente): o rei do pop, Michael Jackson, está morto. Polêmico, controverso, recriminado, criticado – mas antes de tudo, brilhante. Um garoto que cresceu sob os comandos de pai e mãe autoritários, que esbanjava talento à frente do grupo Jackson’s Five, dono da maior vendagem de um álbum na História da Música (106 milhões de cópias com Thriller), Michael Jackson merece ser lembrado com respeito e admiração por tudo de bom que ofereceu a seus fãs – e não pelo montante de acusações vergonhosas que enfrentou. A Grande Arte está em luto pelo maior ícone pop de todos os tempos (e sinceramente, ninguém – quem sabe Madonna? – pode se comparar à ele).
Saudades de Farrah Fawcett

Conhecida pelo sucesso na série As Panteras, na década de 1970, a atriz vinha lutando bravamente contra um câncer no reto, que já havia se espalhado pelo fígado. Nos últimos dias, o mundo todo acompanhou o sofrimento da família de Fawcett (especialmente do marido, Ryan O´Neall, que recentemente revelou que os dois iriam se casar em cerimônia religiosa pela primeira vez). O filho do casal, Raymond, usuário de drogas, está preso, e há um mês recebeu a autorização de visitar a mãe, que já se encontrava em estágio terminal.
Terceira Idade

Angelina Jolie e Kate Winslet
E então? Quem você prefere encarar?
Fonte: Site Worth 1000