O Sexto Sentido

É inegavelmente o suspense da década de 90, um filme com toques sutis de horror, que fornece ao espectador um dos desfechos mais inesperados de todos os tempos – além de uma carga dramática merecedora de aplausos e ovações.
O doutor Malcolm Crowe (interpretado por Bruce Willis, no melhor papel da carreira) é um famoso psicanalista que trata dos distúrbios psíquicos do universo infantil. O destino o une inesperadamente ao pequeno Cole Sear (um brilhante Haley Joel Osment, o filho de Forrest Gump). Ele apresenta sintomas típicos de um menino perturbado, e tentando descobrir os medos que permeiam o mundo de Cole, o psiquiatra se vê diante de acontecimentos sobrenaturais e inacreditáveis. O Sexto Sentido vende-se bem como um filme de terror, pois nos oferece cenas verdadeiramente macabras. Talvez não atingisse tamanha grandeza pelas mãos de outro diretor. M. Night Shyamalan. Um indiano que não transparecia competência alguma revelou ao mundo sua pequena obra-prima, e foi indicado ao Oscar logo no primeiro filme. E merecia a estatueta, com toda a pompa e circunstância. Acabou derrotado por Sam Mendes e Beleza Americana. Outra injustiça. O filme de Shyamalan, não é apenas mais inteligente que Beleza Americana como também mais envolvente e impactante. Tudo bem, Oscar não é tudo.
Dono de uma série de prêmios internacionais, o filme revela uma atmosfera triunfante, que paira entre o melancólico e o tenebroso. Temos um Halley Joel Osment fascinante, que desperta a todo minuto a compaixão de quem assiste a seus temores e problemas (o mesmo ocorre em Inteligência Artificial, lembram?). É dele 80% do apelo do filme, e o ator-mirim provou ali que o Oscar não o indicou em vão para a estatueta de coadjuvante. Outra coadjuvante poderosa é Toni Collete. A atriz expia toda a dor de uma mãe que luta pelos direitos do filho, mas se depara com situações que colocam dúvidas em suas convicções. Contudo sempre toma atitudes sábias. Os aspectos técnicos trabalham harmonicamente com o roteiro, e nada parece falso – quando tudo poderia parecer. O Sexto Sentido é daqueles filmes indispensáveis de se ter numa das gavetas. Para alguns pode ser cansativo, ou ainda apresentar uma fórmula envelhecida. Mas para os verdadeiros amantes do suspense, a película merece um lugar de honra dentro de uma coleção de filmes.
NOTA: 10,0 ![]()
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Saudades de Sidney Pollack

Expressava sua versatilidade atrás das câmeras, era um profissional de dramas e suspenses, um ator responsável, um membro indispensável do cinema. Sidney Pollack morreu dia 26 de maio de 2008, vítima de uma longa batalha contra o câncer.
Lendas da Paixão

Um filme que vale basicamente do extraordinário roteiro e da técnica perfeita, mas que apresenta um Brad Pitt pouco sintonizado com o restante do elenco, bem acima da média.
O título pode parecer um erro se analisamos o nome original. Porém, a película Lendas da Paixão não merecia o nome Legends of the Fall. A tradução que os brasileiros arrumaram é bem mais próxima à temática tratada nas duas horas de projeção. Aqui, temos contada a vida da família Ludlow, onde o patriarca da família (interpretado por Anthony Hopkins) é um ex-militar que se vê diante da árdua tarefa de educar três jovens filhos. Sua esposa detesta o ambiente rural ao qual era submetida pelo marido e parte para a cidade. O velho homem cuida dos filhos com a ajuda de um índio perdido e com o passar dos anos consegue transformar todos em homens. O mais velho (um Aiddan Quinn muito talentoso) é cheio de ambições políticas, enquanto o mais jovem (Henry Thomas) é formando em medicina e namora uma bela moça que conhecera na universidade (interpretada por uma também talentosa Julia Ormond). Mas quando ele leva a namorada para passar um fim de semana na fazenda, uma súbita paixão nasce entre ela e Tristan, o irmão do meio (um Brad Pitt pouco convincente, à lá Vera Fischer). A partir de então, reviravoltas acontecem, os anos passam, e a família vai aprendendo a lidar com as ironias e surpresas do destino.
O personagem de Brad Pitt chega a criar antipatia diante de algumas atitudes que toma. Talvez este seja o único mérito do personagem Tristan. Era para ser o herói do filme (como sempre), mas o tempo provou que heróis também cometem falhas graves. A personagem de Ormond também surpreende. As escolhas que a moça toma são extremamente questionáveis, mas nos faz refletir sobre o nível de pressão e cobrança que se exercia na vida das mulheres de seu tempo – na procura da paixão na maioria das vezes, mas sempre atentando para a própria segurança social. Os personagens são fortes, adaptados com brilhantismo da história homônima do escritor americano Jim Harrison. Só o roteiro já vale todo o filme, mas existe ainda um trabalho magnífico de fotografia de John Toll (vencedora do Oscar) e a trilha sonora absoluta de James Horner.
Surpreende também que Edward Zwick, mestre em blockbusters, tenha dirigido um filme com tanta sensibilidade. Existem sequências muito bem filmadas, outras nem tanto. Mas é inegável reconhecer o feito de Zwick neste bonito filme. E também a mais bela lição que Lendas da Paixão quer passar. A de nunca existirá nada mais inquebrantável do que os laços que nos unem pelo sangue.
NOTA: 8,5 ![]()
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She’s a Star!?

Parece que um súbito ataque de estrelismo deixou a linda Scarlett Johansson fora do Festival de Cannes. Todos sabemos que desde sua ascensão profissional, fruto da extraordinária oportunidade que recebeu das mãos de Soffia Coppola (foi a protagonista feminina de Encontros e Desencontros), Scarlett veio alimentando, pouco a pouco, uma aura de grande promessa do cinema, quiçá a nova estrela que Hollywood precisava para retornar aos velhos tempos. Pois bem, talento ela tem. Carisma e beleza idem. Mas certas atitudes, como esta mais recente, vieram questionar sobre o tamanho real da estrela de Johansson.
O tablóide Daily Mail garante ter a explicação para o sumiço da atriz no lançamento de Vicky Christina Barcelona. Parece que a loira andou exagerando nas exigências. A produtora do filme de Woody Allen ofereceu passagens, hotel, limusine e maquiadores para que Scarlett desse o ar de sua graça em Cannes. Pois é, parece que as coisas não saíram como o planejado.
O primeiro problema veio com uma condição imposta pela atriz. Nada de maquiador coletivo. Ela queria um particular, com custo diário de R$ 12.000, e não aquele oferecido pela produtora, já que ele legaria seus préstimos às também atrizes Penelope Cruz e Rebecca Hall (que integram o elenco do filme de Allen junto à Scarlett). O segundo problema surgiu com a indisposição de dividir o mesmo hotel com os membros da equipe do filme. Johansson foi um tanto egoísta, digamos. Queria um local privado para descansar nos 4 dias que estaria na terra do Festival.
Se é verdade ou não, quem sabe. Que ela adora se meter num assunto polêmico todos devem saber. Alguém recorda quando, numa entrevista, ela deixou Johnatan Rhys-Meyers vermelho feito tomate? Referiu-se ao colega de elenco em Match Point como “uma amiguinha no set, que falava sobre sapatos, roupas, vinhos e mais nada“. Ou quando ela, dirigindo-se à Ewan McGregor, seu parceiro em A Ilha, disse que ele “beijava como um adolescente apaixonado“? Ou ainda, que, durante as gravações de The Other Boleyn Girl, teria dito que não conseguia tirar os olhos de certas partes de Eric Bana, deixando a esposa do ator australiano bem desconfiada?…
Scarlett foi sempre, como dizem os mais velhos, fogo na roupa, rabo de foguete. Lembram que um tablóide dos mesmos moldes do Daily Mail a envolveu num escândalo de sexo no elevador – que supostamente ocorrera na entrega do Oscar 2005? É, segundo os fofoqueiros de plantão ela teria se engalfinhado com Benicio del Toro no fim da cerimônia, e algum intruso inoportuno acabou com a festa dos dois – flagrando-os sem vergonha alguma. Calma, calma. Nessa época ambos eram solteiros e não deviam nada para ninguém. Hoje, a Srta. Johansson quer se casar com Ryan Reynolds. Aliás, alguém aí acha que eles combinam? E, se realmente ela estiver levando essa história a sério, vai parar de se meter em encrencas?
She’s funny. And beautifull. Pelo menos isso ela sempre foi.

Tá ficando afobadinha?
Calma, calma, foguentinha…
Primeiro teaser de A Múmia 3
Foi divulgado recentemente o primeiro teaser trailer do terceiro episódio da divertida franquia A Múmia, Tumba do Imperador Dragão. O novo diretor, Rob Cohen, e o roteiristas Alfred Gough e Miles Millar estão dirigindo a história para a Ásia, e abandonando as paisagens áridas do Egito. Por falar em abandono, a atriz Rachel Weiz está fora desta continuação (o que é uma pena, posto que a substituta, Maria Bello, não possui metade do carisma de Weisz). Mas, desgostos à parte, o filme promete mesmo. Ainda mais para mim, fã absoluto dos dois primeiros episódios da saga de Rick e Evelyn O’ Connel em busca de aventuras mirabolantes.
A estréia mundial será no dia 01 de agosto de 2008.