Novo trailer de O Cavaleiro das Trevas
Acaba de ser divulgado o quarto trailer de Batman – O Cavaleiro das Trevas. Apresentando cenas mais consistentes, perdeu totalmente o estilo teaser dos anteriores. Mais uma vez é garantia de entretenimento de primeira. Heath Ledger nos faz pensar o tempo todo: ganhará um Oscar póstumo ou não por sua interpretação? Pelo visto teremos aqui o melhor Coringa de todos os tempos – e pouco me importa se Jack Nicholson pensa o contrário. Christian Bale, Maggie Gyllenhaal, Michael Caine e Aaron Eckhart completam o fabuloso elenco. Compromisso marcado para o dia 18 de julho! E viva o Homem-Morcego!
Pequena Miss Sunshine

Um adorável exercício de auto-conhecimento, uma forma divertida e irônica de apontar as falhas de uma família convencional. Gêneros como este, que abordam as disfunções de um grupo de pessoas que se amam (mas muitas vezes não sabem disso) são fatalmente atrativos. Com Pequena Miss Sunshine não ocorre apenas atração. A admiração pelo roteiro é imediata, e as entrelinhas do mesmo provam que vale lutar pela vida em família.
Um pai em busca do próprio sucesso profissional (Greg Kinnear), uma mãe (Toni Collete) na nobre tentativa de unir os membros de sua família, inclusive seu irmão homossexual (Steve Carrell) que acaba de tentar o suicídio, e o filho (Paul Dano), um adolescente comum cheio de peculiaridades (fazer voto de silêncio é uma destas peculiaridades). O avô (Alan Arkin) é viciado em heroína, e a filha, Olive (Abigail Breslin), dá o nome ao filme. Ela é a simpática garotinha que, apesar de ter problemas com a balança, sonha em vencer o concurso Little Miss Sunshine. Juntos, os membros da família Hoover partirão para a Califórnia, unidos em prol da realização do sonho de Olive.
O roteiro cheira a dramalhão, mas se engana aquele que ousar um pré-julgamento. Michael Ardnt, o roteirista, conseguiu unir assuntos fortes e geradores de discussão com um elemento leve e delicioso que é a boa comédia. Não é à toa que ganhou seu Oscar. Nada é convencional, embora seja esta uma das impressões iniciais. Graças à pureza de Olive, que representa a própria infância, somos levados à situações totalmente inovadoras, que renovam o espírito do espectador. E não estou exagerando. Pequena Miss Sunshine é daquele tipo de produção que te arranca belas risadas num momento, e dois minutos depois é capaz de fazer lágrimas rolarem face abaixo. Coisa cada vez mais rara no cinema. Boa parte desta façanha está nas mãos do elenco. Greg Kinnear esbanja competência, mesmo com o papel mais insosso entre os personagens. Toni Collete mais uma vez prova que nasceu para atuar – entregando momentos de sentimentalidade sublimes ao lado dos filhos. Paul Dano (em seu primeiro papel de grande destaque) não fala nada durante boa parte do filme, mas suas feições conseguem remeter as neuras do adolescente – tanto que ocorre uma explosão extraordinária de talento quando seu personagem resolve falar. Alan Arkin levou um prêmio como o coadjuvante daquele ano no Oscar, e, embora muitos sejam contra a premiação, é essencial frisar que o ator merecia aquele respeito. Steve Carrel brilha mais uma vez, e mostra que não é mestre apenas na comédia. Excelentes cenas de drama são protagonizadas por ele. E por fim, a jovem Abigail Breslin, também indicada ao Oscar, e com apenas 11 anos. Entre seus gritinhos histéricos e seus abraços calorosos (distribuídos gratuitamente quando os familiares estão tristes), a menina encanta e ressalta o quão a infância pode ser apaixonante.
Portanto, não existe medo em explorar a intimidade do ser humano neste filme. É uma das produções mais caprichadas de todos os tempos dentro de seu gênero – o de comédias dramáticas. Quem gosta deste tipo de produção (como é meu caso) merece este título na prateleira. Rir e chorar com a família Hoover faz muito bem.
NOTA: 8,5 ![]()
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Dragon Ball – O Filme
Foi divulgado o primeiro banner de Dragon Ball – O Filme, pérola que deverá invadir os cinemas apenas ano que vem. Mas, convenhamos, se a série era até aturável, o que esperar disto? Um ator desconhecido de cabelos arrepiados pintando de Goku e Emmy Rossum dando uma de Bulma… “The Legend Comes to Life”? Ai.
Um Sonho Distante

Um dos mais simpáticos e charmosos filmes do gênero épico, que, ao dosar pitadas de comédia, aventura e romance transforma-se num programa obrigatório. Um Sonho Distante vai levar o espectador a uma deliciosa aventura romântica entre os personagens de Tom Cruise e Nicole Kidman, num tempo em que os dois ainda engatavam a união que durou tanto tempo.
A intenção de Ron Howard, o diretor do filme, era mesmo fazer um filme que envolvesse em massa os ingredientes do sucesso, e dentro desta possibilidade, recomendo-o a todos vocês. Cruise interpreta um pobre trabalhador rural que está determinado a se vingar de um opressivo proprietário de terras. Mas o destino o colocará diante de uma jovem e mimada aristrocata, interpretada por Kidman. Ambos partem para a América em busca de terras, atraídos pelo lema de que só por ali existem as verdadeiras oportunidades. Uma série de reviravoltas vai atingir suas vidas a partir de então, culminando na famosa Corrida de Oklahoma, onde milhões e milhões de acres foram colocados em disputa.
Se já chamaram este de “o melhor filme de Ron Howard”, advirto-lhes de que é esta a mais pura verdade. Mesmo que não seja de hoje esta imensa capacidade que o cinema possui de criar espetáculos multimilionários com roteiros para todas as classes sociais, Um Sonho Distante se destaca como uma das melhores produções de toda a década de 90, seja por nível técnico ou não. A direção de arte, os figurinos e a fotografia enchem aos olhos, mas o elenco é fabuloso e entrega atuações carismáticas e muito envolventes, com destaque óbvio para Nicole. A direção é ágil e transmite todo o compromisso de Howard para com o público – a câmera capta momentos sublimes de amor, ódio e comédia, e as tomadas externas são fabulosas. Note a sequência da corrida de Oklahoma, e observe o nível de perfeição que o cinema daquele tempo (1992) já era capaz de nos proporcionar. Atenção ainda para o roteiro majestoso de Bob Dolman e a montagem corajosa e eficiente de Michael Hill e Daniel Hanley (pois havia material para cinco horas de filme).
Enfim, é mais daqueles inúmeros exemplares que se precisa guardar na gaveta. Uma equipe que se presta a produzir um material tão extraordinário não só merece uma salva de palmas como nossa profunda e verdadeira admiração. Um efervescente conjunto de criatividade e magnificência. Acho que já chega de elogios por enquanto… A dica fica lançada a todos os cinéfilos.
NOTA: 8,0 ![]()
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O Guerreiro Didi e a Ninja Lili

Antes de ser duramente criticado por ter assistido a isto no cinema, quero me defender. Recebi o convite forçoso de uma prima de dez anos, que precisava de companhia e me pediu que o fizesse em nome de nossa boa relação. Gosto da minha prima – e somente por ela me sacrifiquei a fazer isto -, mas admito que nem mesmo ela, tão infantil, saiu completamente satisfeita com as babaquices de Renato Aragão e sua filhota tão ou mais insossa em papéis cômicos. Até eu conseguiria colocar uma criança no bolso, ou melhor, levá-la na conversa. Mas o cinema do eterno Didi não consegue mais…
A história é a mesma coisa de sempre, aos moldes de um trapalhão ultrapassado. Um oficial europeu vai à guerra e deixa sua filha aos cuidados de um mestre oriental. A menina passa a receber treinamentos milenares, em busca de aprendizado e auto-conhecimento. Já não vejo lógica nisto, mas tudo bem, continuemos a falar do roteiro. Num fatídico dia, a menina recebe a notícia de que seu pai desapareceu nos campos de batalha, e que deverá retornar à Europa para receber agora os cuidados de uma tia, que por sinal, detesta crianças. O motivo dela detestar os pimpolhos é patético e inexplicável, vou logo adiantando. Mas, deixemos as idiotices de lado outra vez… Ao lado de Didi, seu mais novo escudeiro, a menina parte para o continente europeu e luta contra as vilanias de uns vilõezinhos repetitivos que nem merecem ter suas maldades bizarras descritas aqui.
Gostaria de abrir um parênteses nesta resenha e lançar uma pergunta a todos vocês. Didi foi um excepcional humorista no tempo dos Trapalhões, um saudoso seriado que fez imenso sucesso nas décadas de 70 e 80. Hoje, está reduzido a trinta minutos entre o Esporte Espetacular e a Temperatura Máxima, como uma espécie de bloqueio mental que a Rede Globo permite entre duas atrações bem acima da média. Se a criatividade do humorista mais xarope do país não tem espaço na TV, que o cinema lhe aguente. Há dezenas de séculos que não se vê um filme brasileiro - voltado ao público infantil – que realmente compense legar alguns minutos. É, porque Xuxa, Didi, Angélica e etcéteras já saturaram geral. Porém, ainda existe alguma produtora maluca (novidade!) que desembolsa dinheiro para bancar estas besteiras. Pedi que minha prima avaliasse o filme, de 1 a 10. Isto para não dizer que minha idade avançada (20 anos) me torna arbitrário e preconceituoso. A resposta foi um duro golpe para Didi, imagino. Ela o avaliou com um 4. Tenho certeza que o trapalhão não esperava que seu fiel público (a galerinha) visse seu mais novo projetinho com olhos de gente grande.
Com um elenco recheado de atores globais - alguns até semi-talentosos -, que aceitam fazer tal esquizofrenia para interromper o ciclo de papéis dramáticos de suas carreiras e soltar gargalhadas forçadas (em respeito a Renato Aragão), o filme realmente não se vale de absolutamente nada. As piadas, que deveriam ser o ponto alto desta brincadeira de criança, são patéticas e totalmente fúteis. É, porque cérebros em formação mereciam umas piadinhas mais elaboradas… A produção te rouba uma hora e meia da vida, descaradamente, sem pudor mesmo. Poderia estar lendo meus e-mails, plantando uma árvore, fazendo os deveres de faculdade, ajudando a mãe nas tarefas domésticas – ou para aqueles mais exigentes, contando os fios de cabelo mesmo! Desculpem a ironia, mas o que vou fazer aqui é inédito. Nunca, na história deste blog, havia avaliado um filme com nota 0. Desculpa, Didi. Ou será que se eu tivesse assistido a outra produção do senhor esta nota 0 já não teria saído há mais tempo?

