Mutt Williams e o Reino da Cerveja Crystal

O ator Shia LaBeouf, 22, foi preso acusado de dirigir embrigado após bater seu carro contra outro veículo neste domingo (27). Ele teve ferimentos na mão. A acompanhante do ator e a motorista do outro carro também ficaram feridas.
O mais recente personagem do ator no cinema foi Mutt Williams, o rebelde motoqueiro à James Dean do filme “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal“. O acidente aconteceu em West Hollywood, quando LaBeouf chocou sua picape contra outro carro e rodou várias vezes na estrada.
Esta não é a primeira vez que o ator é preso. Há pouco mais de um ano, Shia LaBeouf foi detido após uma confusão em uma farmácia de Chicago. Na ocasião, LaBeouf foi preso depois de recusar vários pedidos feitos por um guarda de segurança para que saísse de uma loja da Walgreen. O ator foi indiciado por invasão de local comercial e uma infração. LaBeouf foi libertado sob fiança cinco horas. Um mês antes do incidente, o ator havia dito ao “Entertainment Weekly” que evita propositalmente o estilo de vida que transformou celebridades como Lindsay Lohan e Britney Spears em alvos dos tablóides.
Fonte: Folha Online
P.S Sem querer fazer propaganda, Crystal é uma cerveja muito consumida aqui onde moro…
Falsa Loura

Quem conhece Rosane Mulholand como a vítrea e apática atriz de Sete Pecados – ou mesmo de Água na Boca – deve se preparar, em Falsa Loura, para a passagem de um furacão. Sua interpretação invade os nossos olhos com fúria, causa um sério estrago, e depois de quase duas horas de arraso, vai embora, triunfante.
Silmara é uma mulher ordinária, de vida ordinária. Não no sentido de má índole (embora certas atitudes da protagonista sejam gritantes aos olhos dos mais conservadores), mas por ser uma figura tão comum entre as brasileiras, a moça bela, provida de um corpo escultural – e ainda assim com anseios e desejos pulsantes abaixo de sua superfície cefálica tingida de loiro. Nascida e criada numa região periférica do ABC paulista, Silmara é uma empenhada operária que se esconde numa aura de arrogância e auto-confiança, e cria portanto, fatalmente, muitas inimizades. Isto só ocorre porque Silmara tem consciência de sua beleza – e o estrago que ela causa nas pessoas: a inveja das mulheres e o fascínio sexual nos homens. Mas se engana quem vê na personagem a futilidade óbvia de sua descrição comportamental. Silmara não apenas se vê na obrigação de sustentar o pai, ex-presidiário desempregado (João Bourbonnais), como tenta de todas as maneiras criar uma relação saudável do mesmo com o irmão homossexual (Léo Áquila). Quando o roteiro nos faz aguardar uma mulher displicente com a família, ela revela o quão manter a harmonia de seu lar é uma coisa sagrada. Até mesmo tirar uma colega de trabalho de uma situação ruim, isto é, melhorar sua aparência para facilitar possíveis namoros, ela quer. Silmara demonstra sentimentos bons pelo próximo nos momentos em que eles mais precisam – e talvez a partir daí ela deixe de ser, por alguns instantes, tão ordinária.
Mas o roteiro insiste em explorá-la como um ser trivial. Ao apaixonar-se profundamente por homens famosos (como Cauã Raymond, no papel de um rock star), que notadamente desejam sua vitalidade corporal, a moça passará por momentos bem amargos, e o tom de conto-de-fadas contemporâneo que o filme adquire após o início dos relacionamentos da protagonista, cai por água abaixo. Embora as câmeras e o roteiro (ambos comandados por Carlos Reichenbach) tentem criar uma atmosfera de doce irrealidade, logo os mesmos dizem que não há espaço para sonhos pouco práticos na vida de uma mulher como Silmara. E isso de algum modo machuca o espectador. Alguns podem encarar Falsa Loura como uma Cinderella bem moderna, mas adianto que há pouquíssimo espaço para pieguices.
Ainda que o trabalho de Reichenbach seja primoroso, pois ele constrói um filme que oscila perfeitamente entre o divertido e o dramático, vale destacar mais uma vez que as honras são de Rosane Mulholand. Guardem este nome, porque se a televisão não lhe reserva papéis à altura de seu talento, o cinema esta aí para mostrar o contrário.
NOTA: 7,0 ![]()
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Cena de Cinema (1)
Thought you had all the answers; to rest your heart upon; but something happens; don’t see it coming, now; you can’t stop yourself; now you’re out there swimming; in the deep; life keeps tumbling your heart in circles; till you let go; till you shed your pride and you climb to heaven; and you throw yourself off; now you’re out of there spinning in the depp.
A longa sequência final de Crash, embalada pelo som da canção “In the Depp”, da cantora Bird York, é uma das partes mais tocantes deste maravilhoso filme de Paul Haggis. Injustamente preterida no Oscar daquele ano, a canção perdeu a estateuta para a corretinha “It’s Hard Out Here for a Pimp“, do filme Ritmo de Um Sonho.
Christian Bale in JAIL!!!!

O BATMAN BATENDO EM MULHER?… COMO ASSIM?
O Silêncio dos Inocentes

Um exemplar valioso do gênero suspense, que se destaca principalmente por ter arrebatado as 5 principais estatuetas do Oscar 1991 (filme, direção, ator, atriz e roteiro) e por ter apresentado ao mundo um dos vilões mais valiosos do cinema, o Dr. Hannibal Lecter.
Um psicopata conhecido como Buffalo Bill está raptando e assassinando jovens mulheres. Acreditando que um bandido reconhece o outro, o F.B.I. envia a agente Clarice Starling (Jodie Foster) para entrevistar um detento que pode fornecer umperfil psicológico do psicopata, o psiquiatra Lecter (Anthony Hopkins). Mas, a agente não imaginava que o Dr. Hannibal Lecter fosse capaz de penetrar tão profundamente em sua vida pessoal - com o único intuito de satisfazer suas curiosidades mórbidas e dar ao caso uma dimensão ainda mais assustadora.
Baseado no livro homônimo de Thomas Harris, O Silêncio dos Inocentes foi uma obra muito bem recebida por público e crítica, principalmente por construir uma atmosfera crescente (e brilhante!) de tensão e medo. Para aqueles que se incomodam com um filme claustrofóbico e invasivo, a película de Johnatan Demme pode não ser o programa mais recomendável. O roteiro, do vencedor do Oscar Tedd Tally, trabalha como poucos já conseguiram trabalhar, no cinema, as linhas de um thriller. Repare nas pavorosas falas de Lecter, e perceba o quão podem ser constrangedoras - não apenas para Clarice Starling – como também para nós, meros espectadores. Existe aqui, a construção de um ser maligno que transcende a obviedade do vilão, e que imprime definitivamente sua passagem pelas telas. Há ainda uma corajosa e simpática agente o F.B.I que provoca uma aceitação quase imediata – ou seja, é difícil fazer-se indiferente às dificuldades vividas pela personagem Starling – e nossa complacência surge do nada. Claro que isso só é possível graças às atuações de Hopkins e Foster, duas verdadeiras pérolas da interpretação, que convergem pouco a pouco para um implacável e eletrizante embate de egos.
O alvoroço que esta produção causou não é exagerado, ao contrário; é compreensível e digno de reconhecimento. Confesso que tive uma demora para compreender tamanha genialidade, sensação que foi por água abaixo após me decidir pela compra do DVD. Cada pedaço deste filme é mesmo uma obra-de-arte, por misturar em duas horas a série de ingredientes infalíveis citados acima. Ainda com uma direção segura e envolvente de Johnatan Demme e uma trilha sonora bastante cabível de Howard Shore, O Silêncio dos Inocentes consolida-se como o melhor thriller de todos os tempos. Sim, digo mais uma vez que demorei para perceber isso. Mas tenho o maior orgulho de voltar atrás.
NOTA: 10,0 ![]()
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