Prêmio A Grande Arte (2008): Filme Estrangeiro

Uma produção impecável. É assim que se pode descrever o melhor filme estrangeiro (excetuando as produções americanas). O cuidadoso trabalho de Julian Schnabel na direção, procurando sequências surpreendentemente realistas, fizeram nossos os olhos de Jean-Dominique Bauby. O roteiro, adaptado de um livro homônimo escrito pelo próprio Bauby, foi construído de maneira exemplar por Ronald Harwood. A montagem ousada e explicativa de Juliette Welfling, a fotografia deslumbrante do mestre Janusz Kaminski, a emocionante música de Paul Cantelon, tudo conspirando ao favor de O Escafandro e a Borboleta, que sem dúvida alguma, brilhou à parte no ano de 2008.
Demais indicados (por ordem de preferência):




Persepolis ♦ 4 meses, 3 semanas, 2 dias ♦ O Orfanato ♦ O Passado
Prêmio A Grande Arte (2008): Filme Nacional

Está mais do que provado: o cinema brasileiro reergueu-se das cinzas para trazer ao público obras cada vez mais complexas e envolventes. Em 2008, é claro, isto ocorreu. E foi pelas mãos de Guel Arraes que surgiu o melhor filme desta categoria, Romance. Com atuações excepcionais de Wagner Moura e Letícia Sabatella, o filme apostou num roteiro bastante atual – e nem por isso trivial. Juntos, Guel Arraes e Jorge Furtado construíram uma atmosfera tensa, romântica e emocionante, sem dúvida um filme a ficar na memória por diversos aspectos, sendo o principal deles a constatação de que nosso país é, sim, capaz de produzir uma película excelente – sem voltá-la exclusivamente para o mundo das drogas, da pobreza ou da marginalidade.
Demais indicados(por ordem de preferência):




Linha de Passe ♦ Feliz Natal ♦ Falsa Loura ♦ Última Parada 174
Prêmio A Grande Arte (2008): Animação

Uma incontestável vitória de Wall-E, a melhor animação de todos os tempos, produzida magistralmente pela sempre surpreendente Pixar Animation Studios. Poucas vezes um filme do gênero conseguiu atingir o óbvio propósito de divertir o espectador - e ao mesmo tempo deixar nele um amplo espaço para reflexão. Com uma técnica extremamente sofisticada, roteiro poderoso e direção ágil, a triste história do robôzinho, que encarregado de limpar a sujeira da Terra (no ano de 2700), acaba descobrindo o quão belo pode ser o amor, conquistou platéias do mundo inteiro.
Demais indicados (por ordem de preferência):




Persépolis ♦ Kung Fu Panda ♦ Horton e o Mundo dos Quem! ♦ Madagascar 2
Prêmio A Grande Arte (2008): Figurino

Oscilando entre a criatividade e o luxo, muitos figurinos de 2008 fizeram sucesso imediato - alguns utilizando abusivamente cores e acessórios, outros optando apenas por trajes mais sóbrios. Utilizando de toda a magnificência do período imperial, Michael O’ Connor, responsável pelos exuberantes figurinos de A Duquesa, obteve o trabalho de maior destaque deste ano. A reconstituição da Inglaterra vitoriana refletiu positivamente na impressionante roupagem e caracterização do elenco. Detalhistas e cheias de perfeccionismo, as peças deslumbram qualquer desavidado, e figuram como um dos mais cuidadosos trabalhos da categoria em anos.
Demais indicados (por ordem de preferência):




Sweeney Todd: o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet - Colleen Atwood ♦ Desejo e Reparação - Jacqueline Durran ♦ As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian - Isis Musseden ♦ Elizabeth: A Era de Ouro - Alexandra Byrne
