Meme Literário

Março 23, 2009 at 1:10 pm (MEMES)

Recebi o MEME literário de dois grandes amigos blogueiros, o Wally (Cine Vita) e o Anderson (Rosebud é o Trenó!). Como demorei bastante para ler alguma coisa (vergonha!) acabei adiando a resposta a este delicioso desafio – porque, sem demagogia, ler é mesmo muito bom, não é?

1) Agarrar o livro mais próximo;
2) Abrir na página 161;
3) Procurar a quinta frase completa;
4) Colocar a frase no blog;
5) Repassar para cinco pessoas.

O BEBÊ DE ROSEMARY, de Ira Levin (1967) 

“Chegando ao apartamento, que estava fresco e tranquilo, tentou convencer-se de que só podia estar enlouquecendo.” 

imagemcaa8sbizNão sei quanto a vocês, mas adoro conferir livros que foram adaptados para o cinema. Podemos estabelecer uma comparação entre ambos os trabalhos, e de fato julgar a qualidade das duas obras. No caso deste O Bebê de Rosemary, do dramaturgo americano Ira Levin, o resultado é impressionante. Com uma linguagem mais direta e bastante trivial, o autor constrói aos poucos uma atmosfera inquietante e tensa – que culmina com o momento da alucinação de Rosemary, uma das passagens mais doentias de todo o livro. A obra me fez, inclusive, lançar um novo tipo de olhar sobre a obra cinematográfica, e hoje encaro o filme de Roman Polanski com muito mais respeito que antes. Não deve ter sido nada fácil transformar uma história tão intrigante em um filme tão espetacular. Seria muito mais fácil legar um aspecto imbecílico ao filme, fazendo-o mais um exemplar maneirista sobre rituais e bebês voltados para o Mal. Roman Polanski fez, porém, o best seller de Ira Levin ser imortalizado.

Repasso o desafio para:

1) Cleber (Cine Club)
2) Alex (Cine Resenhas)
3) Vinícius (Blog do Vinícius)
4) Wallace (Crônicas Cinéfilas)

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A Noite dos Mortos Vivos

Março 21, 2009 at 9:00 pm (Filmes: George A. Romero, Tenho em casa)

A Noite dos Mortos Vivos, lançado em 1968, que serviu de inspiração para todos os outros exemplares do gênero, é um perturbador exercício de tensão e medo. Perseguidos por zumbis sedentos de sangue, um grupo de pessoas se isola num casebre e tenta, desesperadamente, lutar pela própria sobrevivência.

Muitos estudiosos enxergam forte crítica social nas entrelinhas do roteiro, condenando a alienação do ser humano diante das tecnlogias do século XX, especialmente a televisão. Não por acaso, é um aparelho de TV que cria a ponte do grupo isolado com o mundo fora da casa. Coincidência ou não, o filme acabou sendo proibido no Brasil durante a ditadura militar (período em que foi lançado mundialmente). Romero utiliza do poder da mídia para manipular as atitudes de seus personagens, o que acaba por encaminhá-los à tragédia. Com um desfecho extremamente pessimista e anticlímax, A Noite dos Mortos Vivos pode desagradar aqueles que esperam redenção e escapatória. 

Excluindo, porém, estes fatos intelectualóides, A Noite dos Mortos Vivos pode ser uma das melhores experiências do gênero.  A começar pela abertura tenebrosa, onde um carro trafega numa estrada isolada – e termina num cemitério – o filme promete, a partir de então, uma atmosfera arrepiante. E cumpre. Regidas por uma trilha sonora competente e ótima fotografia em preto e branco, as cenas são cuidadosamente filmadas por Romero, atingindo com perfeição a proposta do roteiro. Prepare-se para momentos de incômodo e tensão insuportáveis (destaque para a perseguição da protagonista por um dos zumbis, que exprime com clareza a sensação de medo e isolamento) e outros de pura repugnância, como o banquete dos mortos vivos, que vai de dedos a fígados, e as cenas de assassinato no porão do casebre.  

É, sem dúvida, um dos mais rebuscados e interessantes filmes de horror já levados ao cinema. Corajoso o suficiente para atacar a sociedade moderna e competente na medida certa para provocar inquietação e medo, A Noite dos Mortos Vivos é praticamente obrigatório para aqueles que gostam de produções criativas e fantásticas. E por isso, talvez George Romero seja mesmo um gênio.

Night of Livind Dead – EUA – 1968 – Direção: George A. Romero – Elenco: Duane Jones, Judith O’Dea, Kate Wayne, Judith Ridley – 96 min – Gênero: Terror

NOTA: 8,0 

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Frost/Nixon

Março 19, 2009 at 1:47 pm (Críticas, Filmes: Ron Howard)

Num filme que aparentemente estaria fadado ao embate das atuações de Frank Langella e Michael Sheen, Frost/Nixon acabou apresentando um excelente resultado. Indicado a importantes prêmios do último Oscar e cumpridor de suas metas com louvor considerável, é até o momento, uma das melhores produções de 2008.

Em mais um roteiro político, o ótimo Peter Morgan apresenta aqui uma estrutura mais factual e dinâmica, aspectos contrários ao intimismo do excepcional A Rainha, lançado em 2007. Valendo-se de determinado episódio ocorrido na vida do apresentador britânico David Frost e do então recém ex-presidente americano Richard Nixon, o roteiro é desenvolvido com firmeza e chama a atenção pelo contexto histórico. Após sofrer o impeachment, Nixon recebe a proposta de ser entrevistado pelo showman Frost, um homem irônico, ferino e muito carismático.  Na expectativa de arrancar importantes revelações (especialmente uma confissão de culpa no caso Watergate, do qual Nixon acabou sendo inocentado), Frost dedica 24 horas de seu dia na elaboração da fatídica entrevista. Enfrentando diversos problemas com patrocínio (relacionados à sua pouca credibilidade), resiste a tudo para concluir sua empreitada.

É claro que as performances de Sheen e Langella são espetáculos impressionantes neste Frost/Nixon, mas em conjunto com a madura (e exemplar) direção de Ron Howard, além de aspectos brilhantes como edição, trilha sonora e fotografia, transformam o filme num programa imperdível. Um grande trunfo está também na simplicidade do roteiro, que retira momentos impressionantes de uma simples entrevista. Analisando os medos e anseios dos interlocutores, Morgan encontra pontos fortes da personalidade de cada um – e passa-os com uma precisão merecedora de aplausos. Passagens como a que Nixon é forçado a observar as investidas desastrosas dos soldados americanos sobre o Vietnã (numa das guerras mais polêmicas da história), além de oferecerem veracidade à película, atingem em cheio nossos sentimentos – e acabamos compartilhando das dores que afligem o caráter do ex-presidente, que por vários momentos demonstra a consciência de seus erros. Outras, como a ligação que Nixon efetua à Frost na véspera da última sessão, são de profundidade admirável, escritas, atuadas e filmadas num tom que beira a perfeição.

Num momento em que o cinema clama por projetos mais originais (que fujam do lugar comum e da previsibilidade), Frost/Nixon atinge um destaque mais do que merecido. Preterido de prêmios em todas as 5 indicações que recebeu ao Oscar, o filme não deixa a desejar nos aspectos que foram selecionados, pelo contrário. Merecia ser lembrado até mesmo por outros desempenhos, especialmente pela soberba atuação de Michael Sheen e pelos ótimos secundários, Mattew McFadyen e Sam Rockwell.  

Frost/Nixon – EUA – 2008 – Direção: Ron Howard – Elenco: Frank Langella, Michael Sheen, Mathew McFadyen, Rebecca Hall, Sam Rockwell – 122 min – Gênero: Drama

NOTA: 8,0 

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Saudades de Natasha Richardson

Março 18, 2009 at 12:02 pm (R.I.P)

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 Após sofrer um acidente de esqui num resort de Quebec, na segunda, 16 de março, a atriz foi diagnosticada com uma grave lesão na cabeça – e o hospital onde estava internada anunciou sua morte cerebral na manhã de hoje.

ATENÇÃO: Parece que ainda não há confirmação da morte cerebral da atriz, como vem sendo divulgado em alguns sites de entretenimento da Internet. Torçamos então pela estabilidade e melhora do quadro clínico de Natasha Richardson - e que Deus a abençoe.

INFELIZMENTE o pior aconteceu – e agora a confirmação da morte da atriz é oficial. Torcemos muito para que ela pudesse vencer este grande obstáculo (e continuar entre nós). Agora é pedir que Deus abençoe os familiares, para que eles consigam seguir em frente, e conviver com esta lamentável tragédia. 

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Faixas Imperdíveis [1]

Março 17, 2009 at 3:14 pm (Canções e Trilhas)

Pequena Miss Sunshine [The Winner Is]

Réquiem Para Um Sonho [Main Theme]

 

Beleza Americana [Still Dead]

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