Em Busca da Terra do Nunca

Não é novidade apanhar o DVD de Em Busca da Terra do Nunca e acreditar que o filme é mais uma adaptação malfadada da história de Peter Pan. Com Johnny Depp e Kate Winslet na capa, então, acabamos pensando que os dois tiveram a coragem de interpretar Peter e Wendy. Mas a história deste extraordinário filme de Marc Forster é bem mais do que o clássico infantil. É a verdadeira trajetória de J.M. Barrie, o dramaturgo inglês responsável pela criação do herói infantil e seu envolvimento com Lady Sylvia Lwellyn, uma viúva solitária e mãe de cinco filhos. A proximidade dos dois gerou completa repugnância na sociedade da época, mas a relação de amizade e amor que Barrie construiu com a mulher e os meninos foi a centelha necessária para que enfrentasse a crise de criatividade por qual passava - e lançasse ao mundo sua obra mais terna e encantadora: Peter Pan.
Toda a grandeza deste filme se apoia em seu elenco afinadíssimo, que parte do sempre inspirado Johnny Depp, passa por notáveis Kate Winslet e Freddie Highmore e termina em convincentes Dustin Hoffman e Julie Christie. Claro que a docilidade do roteiro de David Magee (adaptado de peça teatral de Alan Knee) contribui para alicerçar Em Busca da Terra do Nunca, mas não consigo imaginar o sucesso para um filme que transita a todo instante entre a comédia e o melodrama – se ele não dispõe de um grupo de atores realmente preparado para o desafio. As performances são verdadeiros espétaculos, capazes de ofuscar até mesmo a impressionante parte técnica – o que qualifica a obra de Forster como o melhor trabalho de elenco em seu ano de lançamento (superando até mesmo os estimados O Aviador e Sideways, este último dono de um furor totalmente desnecessário).
Surpreende como Em Busca da Terra do Nunca encontrou espaço entre os 5 melhores filmes de 2004, especialmente pela simplicidade e objetividade de seu conjunto (coisa que viria a se repetir mais tarde com os ótimos Pequena Miss Sunshine e Juno). Mas a impressão que se tem ao final da sessão é pura e simples: um filme com tantos sentimentos nobres, que não se ocupou em discutir personalidades exdrúxulas ou abordar dramas devastadores, é sim suficientemente grande para se destacar entre seus concorrentes. Em Busca da Terra do Nunca não é apenas um dos melhores filmes de 2004, é o filme mais inspirador da brilhante carreira de Forster – e um dos melhores desempenhos de Johnny Depp.
Finding Neverland – ING – 2004 – Direção: Marc Forster – Elenco: Johnny Depp, Kate Winslet, Freddie Highmore, Dustin Hoffman, Julie Christie – 106 min – Gênero: Drama
NOTA: 8,0 ![]()
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O Cara da Locadora disse,
Julho 7, 2009 às 4:44 pm
Além de ser um dos filmes mais emocionantes que eu já vi, rs…
Rafael Moreira disse,
Julho 7, 2009 às 5:57 pm
É um ótimo filme, com certeza. Depp e Winslet são fantásticos. Preciso urgentemente rever esse filme… Abraço!
Matheus disse,
Julho 7, 2009 às 8:27 pm
Acho um filme fantástico, que prima pela emoção. Inclusive, teria o meu voto no Oscar daquele ano…
X• Cℓєвєя ! disse,
Julho 7, 2009 às 8:56 pm
Ao contrario de muitos, acho o filme mais FRACO já indicado ao OSCAR!
Vinícius P. disse,
Julho 8, 2009 às 6:51 am
Claro que o filme tem um defeito ou outro, mas gosto quando um diretor arrisca um pouco para alcançar uma emoção maior mesmo podendo ser “piegas” – o que, definitivamente, “Finding Neverland” não é. Era meu filme favorito naquele ano.
Otavio Almeida disse,
Julho 8, 2009 às 1:04 pm
Era o meu filme favorito de 2004! Embora, escolha Martin Scorsese como o Melhor Diretor, por O AVIADOR.
Na verdade, esse é o único filme que admiro do Marc Forster.
Naquele ano, eis meus preferidos:
FILME: “Em Busca da Terra do Nunca”
DIRETOR: Martin Scorsese (“O Aviador”)
ROTEIRO ORIGINAL: “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”
ROTEIRO ADAPTADO: “Menina de Ouro”
ATOR: Jamie Foxx (“Ray”)
ATRIZ: Hilary Swank (“Menina de Ouro”)
ATOR COADJUVANTE: Freddie Highmore (“Em Busca da Terra do Nunca”)
ATRIZ COADJUVANTE: Kate Winslet (“Em Busca da Terra do Nunca”)
Abs!
Wallace disse,
Julho 8, 2009 às 4:42 pm
Acho um filme bonito, e como se tratava de um ano não muito forte, até valeu sua indicação ao Oscar (mas jamais mereceria vencer, tendo Menina de Ouro e O Aviador como concorrentes). Mas não acho a carreira do Forster brilhante: pra falar verdade, gosto muito de A Última Ceia, mas depois ele parece ter sido domado por um cinema mais tradicional…
Robson Saldanha disse,
Julho 9, 2009 às 9:57 am
Eu adoro esse filme, eé bem feito, com atuações boas e uma história cativante!
Mayara Bastos disse,
Julho 9, 2009 às 4:34 pm
Adoro este filme, além de ter uma atuação inspirada de Johnny Depp, mas o meu favorito daquele ano é mesmo “Menina de Ouro”.
Tem um selo para você lá no blog!
Anderson Siqueira disse,
Julho 10, 2009 às 4:57 pm
Assisti há um tempo no cinema. E lembro que achei bem mais ou menos.
jeff disse,
Julho 10, 2009 às 5:51 pm
Eu A-MO Em Busca da Terra do Nunca. É um dos meus filmes preferidos, assisti 2 vezes no cinema, algumas na tv e só não tenho o DVD porque lançaram em fullscreen. ¬¬ Ódio mortal! E choro toda vez. hehe
Concordo plenamente com o texto, só comentaria sobre a trilha que é uma das minhas favoritas.
[]s, meu caro!
[sumiu do twitter! :O]
Filipe Assis disse,
Julho 10, 2009 às 8:02 pm
Johnny Depp alimenta a sua personagem num underacting brilhante.
reddie Highmore é um verdadeiro prodígio! A banda sonora de Jan A. P. Kaczmarek é muito boa e Marc Forster está competente, na posse de um argumento bastante imaginativo e bem escrito. Um filme subtil sobre as forças de imaginar e de… acreditar.
Cumps.
Filipe Assis
CINEROAD – A Estrada do Cinema
Kamila disse,
Julho 10, 2009 às 10:31 pm
Eu amo esse filme. É uma daquelas obras que SEMPRE me emocionam toda vez que a assisto. Marc Forster tem que dirigir filmes assim e ficar longe de obras como “Quantum of Solace”.
Wally disse,
Julho 11, 2009 às 2:58 am
Preciso ir na onda e “amar” este filme também, já que o acho totalmente apaixonante e lembro de ter chorado pacas em seu desfecho. É simplesmente muito bonito, lírico e primoroso. Elenco estupendo e direção magnífica. Forster é muito subestimado, a meu ver.
Nota 9.0 [*****]
Ciao!
Pedro Henrique disse,
Julho 11, 2009 às 8:11 pm
Eu não gosto do filme. Até tenho em minha coleção, mas não consegui ser carregado pela história agridoce do filme.
Ygor disse,
Julho 12, 2009 às 12:53 am
eu gostei do filme sim, não chega a ser uma obra prima, mas diverte comove e entretem, creio qw tenha sido a isso que ele se propos, pois cumpre.
Abraço!!!
Rebecca Leite disse,
Julho 13, 2009 às 12:48 pm
Olá!
Me chamo Rebecca Leite, trabalho na agência Núcleo da Idéia Comunicação e faço parte da equipe de lançamento do filme TEMPOS DE PAZ de DANIEL FILHO.
Gostaria do seu email para poder entrar em contato a respeito de uma parceria na divulgação do lançamento deste filme.
Aguardo o retorno,
Rebecca Leite
Mídia Social
Núcleo da Idéia Comunicação
mkt1@nucleodaideia.com.br
Alex Gonçalves disse,
Julho 14, 2009 às 9:47 am
Embora eu tenha visto somente uma vez, também considero este um dos melhores filmes daquele ano. Entre os indicados ao Oscar, ele é inferior somente se comparando com o maravilhoso “Menina de Ouro”. Gosto dele porque é um filme realizado com sensibilidade e que ainda consegue transmitir a mesma magia que a história de “Peter Pan”. Pena que Marc Foster seja um diretor desequilibrado, às vezes fazendo grandes maravilhas e outras vezes entregando grandes equívocos.
Osvaldo Pastorelli disse,
Julho 15, 2009 às 3:37 pm
O filme é bom, somente bom, Johny Deep tem trabalhos melhores, vide From Hill – acho que é assim que se escrever – mas não é descartável, nota 8.
Roberto Queiroz disse,
Julho 15, 2009 às 7:31 pm
Filmaço!!! Elenco impecável. É o metapeterpan. Por que o cinema não investe por esse caminho em vez de produzir tantas franquias e blockbusters insossos?